Eu faço verso como quem sangra.
Das riquezas do meu mundo,
deixo a presença da alma,
a intensidade dos sentimentos,
a doçura e a calma.
Eu faço verso como quem lembra de Manuel Bandeira.
Do sorriso sincero,
da beleza oculta,
do gosto discreto pela solidão.
Eu faço verso como quem bate a porta da mente.
Dos sonhos acordados,
da voz retinida quando descreve a alma,
do amor desvendado.
Eu faço verso como quem deixa de ser e vive.
Sem medo de errar,
sem vergonha de não saber,
de acordar para aprender.
Das forças que chegam ao coração, poetizar é o que me faz caminhar.





