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sábado, 28 de dezembro de 2013

Versos



Eu faço verso como quem sangra.
Das riquezas do meu mundo,
deixo a presença da alma,
a intensidade dos sentimentos,
a doçura e a calma.

Eu faço verso como quem lembra de Manuel Bandeira.
Do sorriso sincero,
da beleza oculta,
do gosto discreto pela solidão.

Eu faço verso como quem bate a porta da mente.
Dos sonhos acordados,
da voz retinida quando descreve a alma,
do amor desvendado.

Eu faço verso como quem deixa de ser e vive.
Sem medo de errar,
sem vergonha de não saber,
de acordar para aprender.

Das forças que chegam ao coração, poetizar é o que me faz caminhar.




 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Mestres


Meus mestres são pessoas normais e são também fatos simples.
É um reciclador de resíduos que suporta a dor nos ombros e carrega seu carrinho com determinação e força.
É o raiar do sol que desperta a esperança da humanidade toda manhã.
O número de mestres que me ensinam tem a mesma proporção da minha capacidade de absorver ensinamento de tudo e de todos.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Tirei a Coberta


Descobri que sangrar é estar viva.
Descobri a beleza e a grandiosidade das coisas miúdas.
Descobri que a dor faz parte da longa jornada da existência.
Descobri a paciência comigo mesma.
Descobri uma vasta extensão do desconhecido dentro de mim.
Descobri que nem tudo na vida é o que dizem.
Descobri que nada na vida é para sempre.
Descobri que para viver não existem fórmulas e sim caminhadas.
Descobri que a vida é vivida e compreendida de forma diferente por muitos ou por todos.
Descobri algo que, pode parecer banal por alguns ou por muitos: descobri que a descoberta tem a dimensão da nossa existência.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O Mundo de Humanos



Pensei que o mundo não precisaria mais de boas notas e sim de mais pacifistas.


Levo


Levo o cantar da alma. 
Levo amor e reverências à deuses astronautas.
Levo um estado de coisas simples.
Levo o que é leve.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013