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sábado, 21 de junho de 2014

Significar o Ser


É incoerente pensar que para compreender o mundo basta observar o próximo.
Não há compatibilidade em: compreender o mundo e não mergulhar na verdade da própria alma.
Uma das melhores formas de compreender o mundo é abrir os olhos da alma para o universo infindável do próprio ser.
Não há cegueira mais grave do que desconhecer a própria verdade.
Para significar a vida não basta saber,
é preciso captar o sentido das coisas.
Eu só espero que ao final desta vida eu tenha me compreendido por completa.
Isso já bastaria para compreender uma pequena parcela do mundo.

sábado, 14 de junho de 2014

Navegantes


Velejar necessita de saberes essenciais como a do controle do barco, das partes que o compõem e da função de cada uma dessas partes, assim como a direção dos ventos e de sua força.
Mas é só na prática de velejar em segurança e harmonia que esses saberes são confirmados.
Levar a bandeira branca até o infinito da linha do meio é vencer o bom combate.
O que seria dos navegantes sem as turbulências, e da teoria sem a prática.
As turbulências, assim como a prática, molda um marinheiro(a).
No caminho, o diálogo, a cautela e a paciência são as velas que nos levam aonde queremos. 

quarta-feira, 11 de junho de 2014

A vida é tão curta que não vale à pena perder tempo com coisas que não edifique a alma.

domingo, 8 de junho de 2014


Só há comunhão em Deus quando a alma é livre.
Amar à Deus no medo é ilusão.

Direção Contrária


Ou eu sigo a corrente e não penso,
ou eu dou as costas e vivo.

Porque agora eu olho de longe e não vejo sentido.
Pulos e mais pulos, rostos aparentemente alegres mas profundamente perdidos.
Pode até existir corações alegres, mas eu, de tão longe, não entendo.
Será que sou eu? Muito provavelmente que sim.

Porque o que me faz soltar meu sorriso mais verdadeiro e o meu sentimento mais alegre é o silêncio e tudo o que nele mora.

Não consigo ficar à vontade em multidões, em palavras demais.
Prefiro ficar assim, bem quietinha, no meu canto, catando significados de pequenos momentos.

O céu, o mar e a terra me dizem sempre mais.

Mas lá fora deve ser encantador para os que nele vivem, não posso subtrair tais méritos da vida lá fora... e com certeza, deve haver o que torna as pessoas felizes.

No meu mundo eu fico, vivendo uma vida particular, uma felicidade sem nome, um prazer sussurrado, um brilho que muitos, provavelmente, não entenderão.  

O mais engraçado é essa tal certeza no meu olhar que muitos não entendem, ou acham sem graça.

São poucas as pessoas que batem na porta do meu mundo,
é mais pouco ainda as que eu deixo entrar.

Uma coisa eu sinto... e é para esse lado que sigo.

Eu sei que tudo pode mudar, porque não vivo para ser imutável.
É nesse momento que estou assim.
É nesse momento que me torna feliz.

Sou feliz com poucas coisas... coisas que eu sei o que são.
Coisas que eu não encontro lá fora, só aqui, aqui dentro de mim.

Porque nada lá fora não teria sentido se eu não cultivasse amor e significados para uma vida melhor.









quinta-feira, 5 de junho de 2014


Existe um lugar que só eu possuo acesso. O infinito da minha alma só eu posso buscar. Não tenho medo de me acompanhar. A prática voluntária de estar só consigo mesma é essencial para se encontrar.

Flexibilidade mental é a chave que cabe em qualquer porta. 

Era por isso que Alice sempre mudava de tamanho quando era preciso entrar em outros ambientes.

É com alegria que apresento o curta-metragem sobre o Assentamento Juazeiro e suas tecnologias de convivência com o semiárido. Luta e resistência camponesa no semiárido cearense.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

O que faz um homem perigoso é o fato de ele não querer pensar. 
(Com base nos pensamentos de Hannah Arendt)