A lua me chamou para crescer junto a ela, então tomei parte desse movimento.
E eu fui, sem pedir autorização para as visões de mundo incutido dentro de mim.
Quando a natureza instintiva vos chamar, segue...sem medo e sem pudor.
Nada é tão libertador e poderoso do que seguir o sentimento que vem do próprio útero.
Devemos estar atentas quando essa força sobrevoar a alma, nos chamando para a ciranda sagrada.
Quando chegar rasante, agarra entre os dentes, como uma loba selvagem que tem sede e fome.
Existe uma função sublime nesse estado,
e é preciso que nós mulheres saibamos acessá-lo.
É sagrado, é belo, é puro.
Sai da frente toda força contrária à minha (à nossa) força selvagem.
Sai da frente patriarcado e todo julgo conservador,
pois hoje é o começo de uma longa jornada de permissões, de mim para comigo.
Não vou me conter, vou ter parte com a lua,
vou transbordar quando eu sentir que assim deve ser,
vou uivar e cirandar quando meu corpo pedir.

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