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terça-feira, 22 de setembro de 2015

Hoje não vou me conter


A lua me chamou para crescer junto a ela, então tomei parte desse movimento.

E eu fui, sem pedir autorização para as visões de mundo incutido dentro de mim.

Quando a natureza instintiva vos chamar, segue...sem medo e sem pudor.

Nada é tão libertador e poderoso do que seguir o sentimento que vem do próprio útero. 

Devemos estar atentas quando essa força sobrevoar a alma, nos chamando para a ciranda sagrada.

Quando chegar rasante, agarra entre os dentes, como uma loba selvagem que tem sede e fome.

Existe uma função sublime nesse estado,
e é preciso que nós mulheres saibamos acessá-lo.

É sagrado, é belo, é puro.
  
Sai da frente toda força contrária à minha (à nossa) força selvagem.

Sai da frente patriarcado e todo julgo conservador,
pois hoje é o começo de uma longa jornada de permissões, de mim para comigo.

Não vou me conter, vou ter parte com a lua,
vou transbordar quando eu sentir que assim deve ser,
vou uivar e cirandar quando meu corpo pedir.



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