Que ao final da vida eu tenha me descoberto por inteira,
porque não há coisa mais estranha do que sentir-se estrangeira de si mesma.
Que ao final da vida eu vença, a mim mesma, os dissabores de ser quem sou.
Que na vida eu não consiga contar nos dedos as vezes que amei,
não há riqueza maior do que amar sem medidas.
Que eu chore quando for conciso, que eu ria quando for alívio,
mas que eu jamais recorte uma flor do seu paraíso.
Que na vida eu saiba deixar de ser,
convém muito mais reconhecer.
convém muito mais reconhecer.
Que na vida eu consiga sofrer com dignidade, amar sem conceitos, viver sem teorias...
Que eu não deixe de perdoar o julgo do outro, mas que eu também não esqueça de perdoar a mim mesma.
Que eu tenha a força necessária de me modificar sem esconder-me nos defeitos alheios.
Que eu permaneça na busca de mim até, enfim, compreender os mistérios da vida, ser guiada por um serafim.













