Páginas

sexta-feira, 27 de março de 2015

Para que te servem os ouvidos



Estava diante de uma certa incerteza que a enchia de confiança
quando se lançava na busca interna de significações.

Você descobre coisas espantosas quando se depara com as incertezas da vida.

Você descobre a força oculta e a firmeza dos seus passos na voz do seu interior.

O que pode parecer um mistério, é o fato de ter tido ouvidos para essa voz,
que me leva a não buscar respostas prontas e cabíveis para tudo na vida,
mas refinar as perguntas que não cessam de me aprimorar.

domingo, 15 de março de 2015

De um Gole



Respirei fundo, 
lancei mão de não achar nada.

Sim! Tive medo.
Percorrer a própria verdade dói.

A sensação é de morrer para este mundo.
Esqueci e lembrei de tudo ao mesmo tempo.

Senti a finitude desta vida
e sensações nunca antes vivenciadas.

Me desfiz dos conceitos do mundo.
A matéria já não me pertencia
e todos os sentidos foram para bem longe.

Fiquei apenas comigo.
Apenas com meu eu existencial, sem corpo, sem pele, sem cabelo, sem nome, sem identidade.

Para se chegar à compressão da vida e da própria existência
é preciso morrer várias vezes para este mundo.

Morri e acordei de outra forma,
bem melhor!

Agora estou viva!

E cada atitude contrária ao que me foi apresentado, eu padeço e renasço,
lutando para não adormecer.













quinta-feira, 5 de março de 2015

Arquétipo da Bruxa


Desconstruir o mito da bruxa é um processo que toda mulher deveria experimentar.
A vassoura é mágica, e é para lançar, para bem longe, tudo o que não cabe mais no coração.
A lamparina é a busca da própria verdade. A essência oculta dentro da gente.
A coruja é as sementes que colhemos na estrada da vida, é o ouro que só o tempo fornece. 
As flores ao fundo são os frutos dessas sementes.
O gato é a visão ampliada, o selvagem resgatado, o sexto sentido apurado.
O chapéu é o nosso patuá.
A lua nossa guia.

Eu sou a bruxa que não conseguiram queimar.