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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Asas na Alma


Colei asas na alma,
numa tarde azul de furta-cor.

Voei por entre mares
atrás de me capturar.

No caminho aproveitei.

Deslumbrei horizontes.
Lancei voos rasantes por entre mares.

Usei o sol como bússola,
embora achasse que se perder fizesse parte da descoberta.

Não hesitei,
voei alto nas profundezas da alma.

Houve momentos que não me reconheci,
em muitos outros jurei que não era eu.

Houve momentos que fechei os olhos,
em outros arregalei bem as pupilas, permitindo que a luz adentrasse por entre a escuridão.

Doeu,
e muito!

Uma pequena parte desse encontro foi assim,
a maior parte restante ainda está sendo.

Acredito que a procura não cessa,
porque não quero me condenar ao limite de saber de mim por completa.

(Cont.)



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