Não é por nada e nem por tudo.
Não é querendo ser e nem deixar de ser.
Nem por mais e nem por menos...
Mas hoje me senti diferente.
Diante à multidão de pessoas,
senti que meu lugar era outro.
Não vi brilho algum que me fizesse pulsar por mais de 5 minutos no local.
Só vi gestos petrificados, sorrisos desconfigurados e uma mania eloquente de se fazer perceptível aos olhos alheios.
Tudo estava do jeito que era para ser, eu é que não pertencia à atmosfera do local.
Não havia nada fora do comum. Tudo e todos se comportavam conforme o habitual.
O vento soprava, o cantor cantava, as pessoas bebiam, se abraçavam, se beijavam...
Eu é que, dentro de mim mesma, não consegui encontrar uma vontade mais forte que me fizesse diluir na multidão.
Sentada atentamente, eu era a estranha no local.
Confesso que é assim que me sinto bem, estranhamente tranquila.
A tranquilidade pode ser alcançada a qualquer momento, em qualquer lugar, com alguém ou sem ninguém... basta cultivar a parceria consigo mesma.
A tranquilidade pode ser alcançada a qualquer momento, em qualquer lugar, com alguém ou sem ninguém... basta cultivar a parceria consigo mesma.
Voltei para casa, catando vento pela noite, ziguezagueando entre duas rodas, imaginando como a vida é confortável quando estamos estranhamente em paz com quem somos.

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