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sábado, 23 de novembro de 2013

Estranhamente Diferente


Não é por nada e nem por tudo.
Não é querendo ser e nem deixar de ser.
Nem por mais e nem por menos...

Mas hoje me senti diferente.

Diante à multidão de pessoas, 
senti que meu lugar era outro.

Não vi brilho algum que me fizesse pulsar por mais de 5 minutos no local.

Só vi gestos petrificados, sorrisos desconfigurados e uma mania eloquente de se fazer perceptível aos olhos alheios.

Tudo estava do jeito que era para ser, eu é que não pertencia à atmosfera do local.

Não havia nada fora do comum. Tudo e todos se comportavam conforme o habitual.
O vento soprava, o cantor cantava, as pessoas bebiam, se abraçavam, se beijavam...

Eu é que, dentro de mim mesma, não consegui encontrar uma vontade mais forte que me fizesse diluir na multidão.

Sentada atentamente, eu era a estranha no local.
Confesso que é assim que me sinto bem, estranhamente tranquila.

A tranquilidade pode ser alcançada a qualquer momento, em qualquer lugar, com alguém ou sem ninguém... basta cultivar a parceria consigo mesma. 

Voltei para casa, catando vento pela noite, ziguezagueando entre duas rodas, imaginando como a vida é confortável quando estamos estranhamente em paz com quem somos. 


  



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