Ou eu sigo a corrente e não penso,
ou eu dou as costas e vivo.
Porque agora eu olho de longe e não vejo sentido.
Pulos e mais pulos, rostos aparentemente alegres mas profundamente perdidos.
Pode até existir corações alegres, mas eu, de tão longe, não entendo.
Será que sou eu? Muito provavelmente que sim.
Porque o que me faz soltar meu sorriso mais verdadeiro e o meu sentimento mais alegre é o silêncio e tudo o que nele mora.
Não consigo ficar à vontade em multidões, em palavras demais.
Prefiro ficar assim, bem quietinha, no meu canto, catando significados de pequenos momentos.
O céu, o mar e a terra me dizem sempre mais.
Mas lá fora deve ser encantador para os que nele vivem, não posso subtrair tais méritos da vida lá fora... e com certeza, deve haver o que torna as pessoas felizes.
No meu mundo eu fico, vivendo uma vida particular, uma felicidade sem nome, um prazer sussurrado, um brilho que muitos, provavelmente, não entenderão.
O mais engraçado é essa tal certeza no meu olhar que muitos não entendem, ou acham sem graça.
São poucas as pessoas que batem na porta do meu mundo,
é mais pouco ainda as que eu deixo entrar.
Uma coisa eu sinto... e é para esse lado que sigo.
Eu sei que tudo pode mudar, porque não vivo para ser imutável.
É nesse momento que estou assim.
É nesse momento que me torna feliz.
Sou feliz com poucas coisas... coisas que eu sei o que são.
Coisas que eu não encontro lá fora, só aqui, aqui dentro de mim.
Porque nada lá fora não teria sentido se eu não cultivasse amor e significados para uma vida melhor.

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