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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

 
"Os médicos homens logo entravam em cena para diminuir o brilho do milagre e do mistério da fecundidade e para dizer à mulher que ela continuaria dependente do saber, e do poder masculino. Eles procuravam entender, explicar e catalogar o que a mulher sabia e fazia com naturalidade, apoiada em uma experiência ancestral. Mapeavam o corpo feminino e, um tanto desnorteados e desastrosos, inventavam interpretações para o funcionamento e para os males da vulva, da mestruação, do aleitamento, do útero... era mais uma dominação a ser suportada... o ideal do adestramento completo, definitivo, perfeito, jamais foi alcançado por inteiro. A igreja bem que tentava domar os pensamentos e os sentimentos... mas nem todo mundo aceitava passivamente tamanha interferência..."

(História das Mulheres no Brasil - Págs 52 e 53)



 

 

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