Há indícios de eu me tornar distraída.
Tornei-me amante das coisas da alma.
Alimento-me de quimeras.
Alimento-me de quimeras.
Palpitei por aquilo que guarda mistérios.
Sendo eu, mulher que sangra a dor de todo mês, tenho meus devaneios.
Achei que era arte sonhar, e de fato, pintei quadros com intuição.
Fiz da arte a extensão da minha alma.
Nesse ato de brotar pelo coração distraí-me...
Vi imagens em azulejos,
desejei cores nunca vistas,
plantei na lua minguante,
tive epifanias no pingo do meio dia.
Encontrei a fórmula certa para reinventar a mim mesma.
Escrevi, pintei e plantei tudo que faltava dentro de mim.

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