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domingo, 27 de outubro de 2013

Descalçados pelo Mundo


O que eu entendo ser,
se desencaixa bem no mundo.

Não há como se adequar
à um modelo sem significados.

Não apenas pela falta de significados,
mas, além de tudo, pela falta de dança entre almas.

Não há cores nas conversas,
não há vibrações nas relações.

O mundo "normal" não demonstra interesse por coisas essenciais.

O discurso superficial se consolida diante à falta de envolvimento.

Os Ipês estão livres pela cidade,
mas as visões estão estagnadas à procura de coisas.

Nossa essência está à espera,
mas estamos correndo atrás de pessoas,
e fugimos de nós.

Buscamos coisas inúteis,
vivemos coisas aparentes,
queremos moldar nossos corpos,
esquecemos a nossa mente.

Consumimos tudo o que não alimenta,
exibimos coisas que faltam na gente,
fingimos sermos alguém,
e no final não estamos contentes.

Há mais vida descalço pelo mundo do que bem vestido numa sociedade sem alma.

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